TUA VINHARIA
 
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Entrar em casa

Chega-se a Gatão, Amarante, e o silêncio provocado pela Natureza, aquela mistura de sons que sossegam, é a primeira coisa que nos surpreende, mesmo nestes tempos em que estamos ligeiramente enfastiados com o sossego imposto pelo vírus que sabemos.

Depois, entra-se pela Quinta da Ribeira dentro e é como se estivéssemos a chegar a casa de amigos, ou vizinhos. Abrem-se as portas, as garrafas e contam-se histórias, enquanto vamos conhecendo os cantos à casa que ‘’não tem nada de especial’’, segundo António Sampaio, um dos três homens da AJTS.

A quinta foi comprada no início dos anos 90, por António José Teixeira Sampaio e o vinho produzido era vendido a granel. Quando os dois filhos, António e José Carlos, se juntaram ao projecto, o primeiro em 2011 e o segundo em 2018, começaram a transformar o modus operandi.  Investiram em máquinas, que ‘’não passam de uns monos para os produtores franceses, mas aqui são top’’, como explica António, e da adega começou a sair vinho engarrafado. ‘’Continuamos a fazer muito vinho com gás adicionado, porque quem nos procura é desse perfil que gosta, mas a ideia é fazermos outras coisas’’, esclarece António, engenheiro químico de formação, que aprendeu a fazer vinho com Fernando Moura, da Adega de Monção.

Entretanto, como conseguiu convencer o pai a investir em pipas de madeira melhores, tem vindo a fazer algumas experiências que têm resultado em coisas ‘’diferentes’’, como o Arinto envelhecido que provámos, mais parecido com um vinho licoroso do que com um vinho de mesa.

Ao todo são produzidos cerca de 120 mil litros de vinho por ano, nos 20 hectares distribuídos por cinco quintas mais a Vinha do Menino, de onde sai um verde tinto com características únicas.

 

Jardim do Paraíso

Quando se chega à Quinta da Ribeira, que é onde se encontra a adega, vê-se um barco encostado a umas cepas. Só parece estranho até avistarmos o rio Tâmega e descermos até à margem para confirmar que parte da vinha está quase dentro do rio, chegando mesmo a ficar submersa quando o leito enche.

Nesta altura já se vêem cachos bebés e é preciso fazer a desponta na vinha. António vai demonstrando como se faz, enquanto explica que as pessoas que trabalham ali gostam muito do que fazem.

Aqui pratica-se uma agricultura sustentável e enquanto se passeia pelo meio da vinha, com um copo de rosado na mão, somos obrigados a acreditar que o jardim do paraíso teria de ser muito parecido com esta quinta.

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