TUA VINHARIA
 
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Os vinhos bonitos da Quinta de Arcossó

Podia não ser o caso, mas quando visitámos a Quinta de Arcossó já conhecíamos os vinhos, ou alguns deles, por isso a nossa curiosidade era maior em relação ao responsável pelos mesmos: Amílcar Salgado.

Bem vistas as coisas, ou como Amílcar as vê, o elemento fundamental do vinho é a vinha. ‘’A minha grande preocupação é com a vinha, a adega é um trabalho de acompanhamento e não de intervenção’’, explicou-nos.

Mas sem um autêntico vigneron, como o próprio se considera, a Quinta de Arcossó não seria o que é. Desde que decidiu comprá-la à família Pizarro Montalvão Machado (descendentes dos conquistadores da América Latina), em 2001, tem-se dedicado a transformar um vinho de camponeses feito para camponeses num vinho de excelência e, desta forma, devolver à região o estatuto de produtora de grandes vinhos.

‘’Eu conhecia bem esta quinta, passava aqui todos os dias para ir para a escola. Sabia que tinha as condições para fazer os melhores vinhos da região’’, conta. ‘’Nós estamos aqui numa micro-região da Ribeira de Oura, numa encosta exposta a Sul e uma altitude de 400 metros, muito diferente do Douro que está mais ao nível do mar, com um declive de 20 por cento. Esta tipografia permite receber mais horas de sol sem que se concentre tanta humidade e calor, o que origina uma maturação lenta. Isso faz com os vinhos sejam aparentemente leves, mas muito intensos’’, acrescenta Amílcar.

Se é verdade que ‘’provar vinho é provar a geografia, é cultura’’, estar na Quinta de Arcossó com o olhar preso na geometria das vinhas novas e no serpenteado das vinhas velhas, pontuadas de oliveiras, é perceber que o vinho também pode ser bonito.

Sim, Amílcar Salgado tem razão, ‘’vinhas bonitas dão vinhos bonitos’’.

Um verdadeiro vigneron

Percebe-se que nenhum dos 21 hectares da quinta é deixado ao acaso. A vinha foi plantada de forma a haver espaço para passar a alfaia e as videiras poderem crescer saudáveis. ‘’Isto é como tudo, temos uma sociedade mais equilibrada quando existe uma convivência sã, mas quando uns começam a ter muito e outros nada, surgem os problemas, não é?’’

É também para evitar problemas que Amílcar não pensa apostar na agricultura biológica, porque espera que haja uma relação de confiança entre quem produz e quem consome. ‘’Se aparecer uma praga na vinha deixo-a morrer? Não posso fazer isso’’, diz. Além disso, acredita que a agricultura sustentável que pratica é a mais apropriada.

Enquanto a vinha ainda não mostra sinais da colheita deste ano, na adega há colheitas do ano passado, e outras mais antigas, que esperam pelo engarrafamento. Nós provámos alguns dos vinhos e comprovámos em todos eles a força e a estrutura do granito daquelas terras mais a elegância do vale. Agora, esperamos ansiosamente pelos brancos surpreendentes, entre eles o 100% Arinto. E pelo colheita tardia.

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