TUA VINHARIA
 
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Era uma vez um sonho que se tornou realidade

Estivemos na Quinta do Isaac a convite do enólogo Pedro Sequeira e, como o Jaime já explicou no blog, ficámos rendidos ao projecto e aos vinhos. Nessa altura, além das duas quintas adquiridas por Isaac Paiva, conhecemos a equipa responsável pelos vinhos que saem da Quinta do Isaac, junto ao Pinhão, e da Quinta dos Montes, na Régua.

Isaac Paiva, como já se percebeu, é o proprietário e apesar de não o termos conhecido, porque vive na Suiça, esteve sempre presente ao longo das conversas.

Talvez devêssemos ter começado esta história, como começam todas: Era uma vez… um homem que se chamava Isaac e vivia fora do seu país. Esse homem tinha um sonho. Sonhava produzir um vinho do Douro.

Um dia, Isaac conheceu o Luís Lopes, um homem do Douro e da terra e desafiou-o a encontrar uma pequena propriedade capaz de produzir vinhos de excelência e com uma identidade própria. Luís Lopes procurou, procurou e encontrou uma pequena propriedade de 1,36 hectares em Chanceleiros do Douro, junto ao Pinhão, que tinha tudo o que era necessário para produzir bom vinho biológico: baixa altitude, exposição a Sul e solos de xisto. Também tinha uma bela vista, mas isso é menos importante para as uvas.

Depois, o Isaac conheceu o Pedro Sequeira, num daqueles eventos dedicados ao vinho, e disse-lhe: ‘’Um dia vais fazer o meu vinho’’. Pedro, que tinha uma sociedade numa empresa de consultadoria, achou piada à abordagem, mas não lhe deu muita importância, até se ver a vender a sua parte da empresa para se dedicar em exclusivo aos vinhos da Quinta do Isaac.

O sonho de produzir um vinho do Douro estava, então, concretizado - parece que é assim que as coisas funcionam no Douro Vinhateiro Português -, mas faltava alguém para dar a conhecer o vinho ao mundo. Isaac já tinha em mente uma embaixadora para os seus vinhos. Já lhe tinha dito ‘’um dia ainda vai trabalhar comigo’’, quando ela representava uma grande marca portuguesa. Dina Lucas riu-se, na altura, mas depois de umas daquelas reviravoltas na vida, que parecem acontecer com um propósito, viu-se a trabalhar com o Isaac.

Agora, tanto a Dina como o Pedro dizem a rir-se que até têm medo quando Isaac começa uma frase com ‘’um dia…’’

Vitória, vitória acabou-se a história.

Na verdade, a história não acaba aqui (como todas as histórias). Depois, este sonho transformado em paixão levou à procura de novos terroirs e novos limites. A Quinta dos Montes, com 8,66 hectares de vinha na sub-região do Baixo Corgo, é o resultado dessa procura. Trata-se de uma quinta que nasceu em 1756, aquando da primeira demarcação pombalina, e que pertenceu, já no século XIX, ao extraordinário património de D. Antónia Adelaide Ferreira – “A Ferreirinha da Régua”.

Aqui, ao lado da adega, debaixo da ramada que já deu um vinho quase só para consumo interno, podíamos estar horas a ouvir Pedro Sequeira falar sobre vinho, vinhas e castas, bem como de todo o trabalho, nem sempre tão glamouroso como parece, envolvido na produção de vinho. Mas os dias, ao contrário das histórias, acabam quando o sol se põe.

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